quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Enquanto isso, nos comentários do Abracadabra
Em homenagem à Flavinha que disse que leu estas minha loucuras e pior, gostou e me incentivou a recomeçar e a outra Flavinha, a bruxinha com quem bati este papo... Viva o Brasil!
Oi Bruxinha!!!
Que trabalheira, hein?!
Nesse tempo que eu estive sem internet, andaram fazendo muita maldade por aí e por aqui!!! É muito amargo o sabor desta falta de reconhecimento...
Mas, enfim, como dizem, isto é tão velho quanto "andar pra frente"... Portanto, vassoura erguida e caldeirão bem quente!!! Vamos em frente!!!
Beijocas.
Oi Marcelo!
Tudo bom?
Porque vc ficou sem internet?
Não foi a falta de reconhecimento que causou o fechamento do Abracadabra. Mas já foi, é passado.
O que importa agora é o que vem pela frente (e seja lá o que for!!rs)
Super beijoca !!
:)
Oi Bruxinha,
Agora estou de volta, tinindo!!!
Então!!! Eu fiquei sem internet por conta daquela bendita troca do PC pro Mac, lembra? Se quiser ler uma novela, lá vai:
Ainda não estava habituado ao ambiente do OSX, os meus favoritos todos no PC e meu HD externo de 500Gb estava formatado de um jeito que o Mac não gravava nem copiava, isso me deixou muito pau da vida e meio preguiçoso.
Depois que comprei uma mesa bacana para o Mac, o coloquei no meu quarto, mas pelo fato das caixinhas de telefone de todos os cômodos, com excessão da sala não funcionarem, voltei a usar o Velox no Notebook, que é Windows. Mas o Velox começou a piorar seus problemas de conexão, coisas da OI eu acho, apesar de ter piorado mais, depois que comecei a entrar com o Mac... Perseguição ou paranóia?
Pedi a um amigo da TAM para trazer de fora um HD externo de 1Tb pra mim e então passei algumas semanas fazendo um "big backup". Posteriormente o meu HD antigo parou... Quase um desastre, mas tudo estava praticamente backupeado... A gente chega a dizer "que bom"... Mas estou numa luta difícil com a Samsung.
Paralelo a isso a internet praticamente parou e , não lembro se tem OI em Sampa, é praticamente impossível se conseguir alguma coisa sem se estressar muito. Como era natal e tudo mais, fiquei meio afastado, entrando bem de vez em quando, sem conseguir baixar quase nada. Depois disso viajei como naquele seriado: "Eu, a patroa e as crianças".
Antes disso, o PC praticamente havia parado, ficava horas executando algumas tarefas que eu não pedia e o Mac, tanto o daqui, quanto o do estúdio dando show. Então resolvi aumentar a memória RAM do bichinho (PC) de 512Mb para 2Gb e me informaram que ele estava com um vírus na Bios e que, por isso, este upgrade não resolveria. Ainda ouvi a piadinha infame do lojista, que queria cobrar a mais, o mesmo valor pago em duas memórias, para "consertar" o problema: "Com esse vírus nem 2kg de sapo-boi resolvem seu problema, imagina 2Gb de rã!"
Apesar de muito engraçado, não achou graça da minha idéia de comprar a memória antiga, ou dar um desconto na compra da nova ficando com ela... Então fiquei com a minha velhinha, pedi para que colocassem os 2Gb de RAM e dei uma de macho, dizendo que do vírus cuidava eu. Deixei pra casa o exercício da formatação, onde coloquei em risco toda a minha masculinidade, ao realizar esta tarefa "nunca dantes navegada" por mim em um computador.
As pessoas não entendem, eu só quero computador para entrar na internet, ler recados e baixar músicas ou usar meu programa de partitura (que não ocupa nem um disquete), mas quero que estas 3 pequenas funções aconteçam sem eu ter que apertar > cmd run> ping> ipconfig etc.
Formatei o Note e também o PC que ficava no estúdio, este segundo eu vendi para tentar reaver um pouco da fortuna gasta naqueles últimos meses. Ainda havia um gasto iminente, a nova placa de som exigida pelo Mac do estúdio pois, como ele é só a tela, não é possível aproveitar a placa antiga, que apesar de boa precisava ser espetada na placa mãe.
Chegada a nova placa, agora com o protools, externa, via firewire... O Mac do estúdio começou a dar uma zica, levamos na assistência técnica da Apple- que é igual a todas as outras, pelo menos aqui no Rio - críamos que o problema se resolveria, mas não. Trouxe o Mac pra casa e fiz uma Lan house, coloquei sete computadores na rede do Mac do estúdio, ele era o oitavo e o servidor de 2 Macbooks, 2 note da Acer, o Mac daqui de casa, o PC do estúdio e o PC antigo da minha esposa. Não deu nem um problema! Tudo via wireless e ele nem se deu conta do que eu fiz... Passamos a suspeitar então que o problema fosse a eletricidade da sala do estúdio.
Neste meio tempo, meu amigo, irmão e parceiro, que também está lá no estúdio comigo (ele e mais um terceiro), se mostrou interessado em investir em hardware pro estúdio e me propôs a troca do Mac de lá, por um violão concertista dele, que valem mais ou menos o mesmo preço. Conversamos alguns meses, tiramos as dúvidas, fizemos consultas a mães-de-santo e fechamos a troca. Uma boa notícia.
Minha esposa, que sempre usou o meu Note, me vendo roer as unhas disse que iria dividir comigo o Mac daqui de casa e "comprar" metade do note. Foi outra boa notícia no meio de tanto fogo cruzado, mas o valor atribuído ao note foi atualizado por ela, quer dizer, ela me deu um quarto do valor que paguei no computador, já que este, hoje, vale metade do que valia há pouco menos de 3 anos. O notebook nunca saiu de casa, para ser mais exato, praticamente não saiu da mesa da sala. Mas tudo bem...
Chamamos um técnico de elétrica para desfazer a teia de aranha existente na salinha do estúdio e, talvez, conseguir deixar a corrente mais estável, apertando os fios, colocando disjuntores novos etc. Mas, infelizmente, o problema no Mac continua ocorrendo nesta sala. Agora antes do carnaval, chamei este senhor aqui em casa e ele conseguiu dar vida a todas as caixinhas de telefone das paredes. Empolgado, passei as tralhas do Velox que ficavam num cantinho da sala, régua de eletricidade, transformadores, modem, roteador etc. Para o quarto e instalei um telefone meu antigo, daqueles com fio e tudo, na cozinha, pois quando falta luz, tudo bem que é raro, ficamos sem telefone pois, os nossos são daqueles sem fio que precisam, necessariamente de energia e este velhinho não. Mas a internet não apareceu.
Agora, com linha em todos os quartos e sem internet, nem no ponto antigo, o da sala, danei a ligar pra Oi e como sempre, fui muito mal atendido mas, depois de alguns testes e do rapaz me dizer que "o computador onde minha internet deveria estar ligada havia sido descontinuado, mas que ficasse tranquilo que este problema era da Oi e não meu, eu não seria cobrado pelo conserto", mas, provavelmente, não seria descontado, no valor mensal, do tempo em que minha internet está capenga, concluí... Consegui marcar uma visita do técnico que seria agendada num Sábado. A minha sorte é que o Tico estava meio acordado e eu disse ao atendente, que era melhor na Segunda-feira. Fiz muito bem, pois o cara não apareceu e nem fui avisado de nada... Neste dia, mais tarde, liguei e soltei os bichos, liguei pra Anatel, registrei reclamações, ameacei desligar etc.
Na terça-feira, o técnico estava aqui e percebeu rapidamente que aquele telefone que eu havia colocado na cozinha, estava sem filtro, o mesmo que existe no da sala e por isso, além dos problemas, que já haviam sido solucionados internamente, eu ainda estava sem internet. Colocado o filtro - que lindo! - a internet passou a funcionar no quarto, mas quando eu desliguei tudo e o técnico saiu daqui de casa, penso que ela saiu junto, pois não voltou a funcionar. Voltei a ligar e agora o diagnóstico era que o meu Modem era roteado e para minha sorte eles não davam assistência pra Mac, nem para Modens assim. Eu deveria entrar em contato com a fabricante do modem ou chamar um técnico particular.
Fiquei muito puto e muito triste ao mesmo tempo, como as coisas aqui nesta terra são feitas com tanta ignorância, desrespeito e "esperteza". Mas liguei para um amigo, que além de trabalhar com redes é muito inteligente e batendo papo comigo, me explicou o que era rotear, coisa que eu nem fazia idéia, e percebemos que na formatação do PC, o próprio Windows roteou o Modem pois, perguntou na instalação se eu usava internet etc. E depois disso eu não precisei mais discar, nem aguardar autenticação, coisa que não dura nem um segundo, quando o Velox está ok. Então ele me disse para pegar uma caneta, inserir num buraco existente atrás do Modem e segurar até as luzes se apagarem e voltarem a acender. Pronto! O Modem estava "desroteado". Realmente, os assistentes da OI não poderiam fazer nada por mim...
Bom, assim voltei a ter uma internet rápida, não tenho mais preguiça de mexer no Mac e voltei a ter tesão em baixar as coisas. Mas me deparei com uma verdadeira destruição dos blogs... Será que vc consegue me contar uma novela com mais laudas que esta?
Ainda existem mais uns capítulos, minha irmã volta dos EUA estes dias e me traz outro HD, vou usá-lo enquanto brigo com a Samsung pelo meu "1 ano de garantia", acabei de enviar o HD pela terceira vez para a assistência que fica aí em SP, nos Jardins e nada. Depois, caso consiga conserto ou um novo, vendo esta M. Ela também vai trazer um Nobreak (é assim que se escreve?) pra ver se resolvo o problema pseudo-elétrico no estúdio, pelo menos será um estabilizador verdadeiro de voltagem e uma segurança nas gravações.
Bom é só isso,
Beijocas,
Ah, durante o backup perdi alguns discos, a maioria já consegui recuperar, mas outros estão difíceis. Quais são os discos da som livre, de uma coleção de 3, se não me engano, com "Os Carioquinhas no choro", "Músicas do vale do paraíba" e mais um? Estão postados ainda? Perdi os dois últimos...
Oi Marcelo!
Precisei até tomar um calmante..
Que novela !!
Postei novamente a caixa para você.
Boa sorte, agora você merece 2000 anos de alegrias!
Beijocas!!
:)
Oi Bruxinha,
Me empolguei com a mensagem pra ti e me estendi um pouco... Hehehe... Pensei que vc nem fosse publicar, por causa do tamanho.
Na verdade, queria ver vc escrever uma mensagem deste tamanho, para me contar o ocorrido. Mas sei que vc é uma bruxa muito discreta.
Tomara que esse meu desabafo, possa ajudar a quem leia, mais do que dar sono ou trazer bocejos. Tentei manter o bom humor o tempo todo, pra não ficar pesado. Acho que vou usá-lo até, como um post novo para recomeçar aquele meu blog cheio de teias de aranha...
Recebi hoje o HD da Samsung, com o aviso de que ele é importado (mas foi comprado aqui) e está fora da garantia... Meu primeiro envio foi dia 4/12/08. Precisaram de 3 envios e 4 meses para me dizer isso... O que mais podemos dizer?
Muito obrigado pelos discos, eram exatamente estes que acompanhavam o dos carioquinhas!!! Mas eu não tinha certeza.
Beijocas.
Oi Marcelo,
Compartilhar nossas experiências, principalmente as ruins, é um grande sinal de bondade. Alguém sempre pode aprender com elas e, na pior das hipóteses, alguém não se sentirá o único no mundo com aquele tipo de problema.
O calmante eu tomei porque imaginei a tua aflição. Se serve de consolo, eu já tive também umas fases de total caos informático..
E foi muito irritante!!!!!!!!
O mais importante é que o bom humor sobreviva...sempre. Quem ri de seus próprios problemas vive mais, ou pelo menos, vive mais feliz.
Um beijo pra vc!
:)
Oi Bruxinha!
Obrigado pelas palavras... Acho que vou mesmo postar nossa conversa. Vc me autoriza a usar os seus comentários?
Começaria no primeiro que te escrevi e terminaria neste próximo no qual vc me responderá...
Beijocas.
Meu querido Marcelo China,
Mas é claro que eu autorizo! (E nem precisaria pedir.) Mas entendo o seu pedido como forma de carinho e consideração e te agradeço por isso.
Publique sim!
Beijocas pra vc tb
:)
sábado, 22 de dezembro de 2007
Carta para um amigo
Nós somos muito pequenos e limitados perante Deus, esse Pai Maior, essa força criadora e criativa que contemos e estamos contidos também, uma reunião paradoxal, para nós, de idéias que muitas vezes não conseguimos alcançar. Essa presença extraordinária em tudo, desde o que rejeitamos até o que amamos onipresença que gera um vetor poderoso, quem sabe o destino, mas vazado de instabilidade presente nas pequenas partículas formadoras das nossas moléculas, denominada de caos, que parece fazer a idéia de livre arbítrio ter sentido: existem possibilidades. Como o copo meio vazio ou meio cheio pelo ponto de vista, pela escolha, pela liberdade de escolha em amar ou sofrer. E a opção sugere poder, poder de transformar a princípio o que é abstrato, A em B, o tal do sonho... Que é a viabilidade de um projeto e não a execução em si. O projeto se basta, já existe ao ser sonhado. A realidade é outro problema... Mas a possibilidade de poder ser feito, em algum contexto, mesmo utópico, nos aproxima do chamado potencial, a onipotência. O resultado do negócio é temporal e contextual na rede de coisas, a trama, a trança, as cordas, os pontos do bordado da vida. E nesse momento, parece que o rumo é novamente traçado por um vetor maior, como se em paralelo, andasse o destino e o livre arbítrio. Destino de sempre ter que escolher e livre arbítrio de decidir ficar mal ou sereno diante do inevitável. Nossas consciências juntas formam um inconsciente coletivo, uma onisciência que tem vida própria. Como se fossemos o resultado presente de tudo o que fomos no passado, mesmo do que não vivemos, uma versão mais moderna dos nossos familiares, a nível biológico, DNA ou mesmo a nível filosófico ou ainda espiritual. Um upgrade que explica os moleques de três anos conviverem melhor com a tecnologia do que nós. Que explica eu passar por uma ponte que nunca fui, num país que nunca vi e ter a nítida sensação de já ter estado ali... Pode ter sido meu avô e eu ter herdado essa história. E o tempo, passado e futuro, que ainda não vivemos, é uma coisa só. Uma dimensão que se mistura sem ordem e derrama essa fagulha de agora em nós... O tempo é o perdão. O amor. Acontece como uma integral rasgando tudo, unindo tudo, separando em dias um simples segundo da criação. Uma contemplação da obra. Por todas as partes um jeito de todos poderem perceber a criação, o criador e a criatura. E no meio de tudo isso, eu tive a felicidade de conviver contigo e com a tua família e de podermos dividir esse sorvete. Já valeu, desde sempre...
Mas quem ficou, no pensamento voou, com seu canto que o outro lembrou. E quem voou, no pensamento ficou, com a lembrança que o outro cantou.
Depois do assalto - Carta pra minha irmã
Não fique de luto por causa de um assalto. Vem maninha, olha o dia, olha toda a poesia de ser, saber e poder... Vem ver a vida que é linda! É só querer... Por que? Porque sim! Todas as escolhas, quando sim e quando não, até mesmo quando não escolhemos e ainda sim é uma escolha. O destino de preferir e o livre arbítrio de sempre optar, a sina de se resignar com o que não escolhemos. De aceitar o diferente. De lutar pelo que queremos. Correr atrás do que sonhamos.
Os sonhos não envelhecem e nós passamos. Construamos então! Maktub! Está tudo certo por linhas tortas nesta trilha de sutil compreensão. Linha tênue entre resistência e rendição. Caminho curioso entre o sim e o não. Entre os extremos. Caminho do meio e do perdão. Difíceis atitudes e conceitos. A minha fácil explicação? Taí:
Amar a Deus primeiro, que é a vida e toda essa paradoxal beleza ou loucura -Cabe ao intérprete decidir - Depois amar aos outros como a nós. E nesse carrossel, amar a nós como aos outros. Para ficar mais bonito...
Interação do Ying e Yang...O grande vetor norte de onde viemos, para onde vamos, o que buscamos e o que somos... As pequenas decisões... A liberdade é escolher se está meio vazio ou meio cheio... A condenação é ter de escolher sempre... “Morrer deve ser tão frio quanto na hora do parto”. Mas a pureza da resposta das crianças é o que importa: “É a vida, é bonita e é bonita”. Não é neguinha?
E pra dividir estes tempos comigo, tive a honra e o prazer de ser teu irmão. Vamos para cima deste azedinho-doce! Também te amo muito.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Casa
A casa estava fechada há alguns meses e precisava de uma bela limpeza. Isso foi a primeira providência a ser tomada... Durante a limpeza fui interagindo com os ambientes e dando uma vasculhada em todos os espaços, jogando fora objetos que encontrava, só fiquei com um banquinho que estava na cozinha e também permiti que permanecesse na dispensa uma caixa com azulejos do banheiro, cimento e uma escovinha de aço que deviam ser provenientes de alguma obra e por isso, necessários a alguma obra futura. Enquanto limpava esbarrei com baratas mortas e me toquei de que, do jeito que eu estava “Papillon”, deveria chamar logo a ddetização porque senão, iria competir com elas por comida ou então elas iriam virar minha comida... As poucas vezes que disputamos, bastou uma rosnada minha para que fugissem.
Conforme fui me enquadrando na nova realidade, pensei: “é um pequeno passo para a humanidade e um grande passo para um homem”, quase plagiei o astronauta, mas também falei bonito.
A coisa parece mesmo uma faculdade do mais geral ao mais específico...São listas bem variadas de coisas para se comprar e fazer, aulas teóricas e práticas, muitas reprovações...Mas tudo bem, estamos aí...
O mais curioso que a gente aprende, é que casa não nasce pronta e dá um puta trabalho deixar ela sempre arrumadinha... Também que o cuidado da mamãe com as nossas roupas e com a nossa comidinha no fogão, é bom pra caralho!

